Concerto de Michael Rische reverte a 100% para a criação de Centro de Promoção das Gerações Autónomas

No próximo dia 3 de maio, graças à generosidade da Fundação Bartholomeu dos Alemães de Lisboa e do Goethe-Institut Portugal, irá decorrer neste auditório um concerto de piano do conceituado artista Michael Rische, cuja receita reverterá 100% a favor da nossa missão, mais concretamente para as obras de reabilitação da sede da Associação, recentemente atribuída pela Câmara Municipal de Lisboa.

O objetivo é transformar este espaço num Centro de Promoção das Gerações Autónomas, para o desenvolvimento de iniciativas, formação e treinos de autonomia de jovens com perturbação ligeira do desenvolvimento intelectual .

São apenas 160 lugares disponíveis ao preço único de 15€. Os bilhetes estão à venda na ticketline e nos pontos de venda habituais.

Agradecemos todas as partilhas que puderem ser feitas!

Biografia

Michael Rische faz parte de um pequeno grupo de músicos, mesmo em termos internacionais, que enriquecem de forma consistente o panorama musical com as suas descobertas.

Isso não implica necessariamente uma contradição com o repertório padrão. Afinal, ao gravar os concertos para piano de Beethoven (No. 3 em C maior) e Mozart (No. 20 em D menor), o pianista também seguiu um caminho incomum: são as únicas gravações que oferecem a possibilidade ao ouvinte de escolher entre cadências de diferentes épocas.

Porém, o seu empenho relativamente à música do século XX contrasta com suas descobertas: as estreias originais ou os primeiros de concertos para piano de George Antheil (2001, Londres) e Erwin Schulhoff (1993, Augsburg), bem como gravações de outras obras no estilo “jazzístico” de Copland, Honegger, Gershwin e Ravel, renderam-lhe uma reputação internacional.

Após gravar composições sobre as notas “B-A-C-H”, de Johann Sebastian Bach, até aos dias de hoje e aquando do aniversário do compositor, em 2000, Michael Rische tem-se empenhado, com crescente sucesso, em consagrar os quase esquecidos concertos de piano do seu filho Carl Philipp Emanuel no panorama musical.

Desde 2011 que as suas gravações se têm destacado nos media, nomeadamente no Der Spiegel, Classics on-line ou fonoforu.

Durante o ano de aniversário de Carl Philipp Emanuel, em 2014, o MDR, em Leipzig, transmitiu ao vivo, para toda a Europa, dois dos seus concertos para piano.

Michael Rische, nascido em Leverkusen, estudou em Düsseldorf com Max Martin Stein (piano) e Milko Kelemen (composição). Recebeu inspiração adicional de Rudolf Serkin, Pierre Boulez e Nicolaus Harnoncourt.

Tem colaborado com Sylvain Cambreling, Yuri Simonow, Christoph Poppen, Grant Llewellyn, Michael Boder, Wayne Marshal e Rumon Gamba, e com orquestras como a Staatskapelle Berlin, a WDR Symphony Orchestra, em Colónia, a Radio Symphony Orchestra Berlin, a Orchestre National de Belgique, a Orquestra Sinfónica Alemã de Berlim, a Sinfónica de Bamberg e a Orquestra Sinfónica da BBC, em Londres. Tem realizado concertos na Europa, Israel, EUA e China.

Michael Rische foi artista residente no Festival Internacional Kurt Weill, em Dessau, e é também professor na Academia de Música de Colónia.

O seu mais recente trabalho discográfico foi gravado conjuntamente com a Orquestra de Câmara da Filarmónica de Berlim e com os Solistas de Barroco de Berlim. Ao longo da sua carreira, Michael Rische editou como solista nas editoras EMI, Universal, Sony e Hänssler CLASSIC.

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In Bocca al Lupo abre pizzaria solidária com forno de lenha no Alentejo

In Bocca al Lupo abre pizzaria solidária com forno de lenha no Alentejo

O restaurante de Lisboa tem um novo espaço em São Teotónio, no interior do Craveiral Farmhouse

Há mais um restaurante para experimentar as pizzas do In Bocca al Lupo. O espaço do Príncipe Real, em Lisboa, abriu há cinco anos, mas desde 15 de junho que está também no Alentejo, em São Teotónio, no interior do Craveiral Farmhouse. As opções são biológicas, preparadas com ingredientes que chegam da quinta local e cozinhadas num forno de lenha. É um projeto solidário, já que por cada pizza vendida, 1€ é doado à associação VilacomVida.

Desde março de 2018 que Pedro Franca Pinto, o responsável pelo projeto de alojamento, teve a ideia de abrir este espaço. Conheceu uma das fundadoras da associação VilacomVida que lhe falou da empregabilidade de pessoas com défice cognitivo. Lembrou-se de um restaurante idêntico que conheceu nos Estados Unidos e começou a ver quais seriam as possibilidades de fechar uma parceria do género com uma pizzaria.

Falou com Ágata Mandillo, a responsável pela In Bocca al Lupo, que facilmente aceitou a ideia. E pronto, foi assim que abriu a Craveiral Pizzeria com Vida by in Bocca Al Lupo.

“O projeto fez sentido na nossa filosofia. É a concretização de uma maneira de estar. Demos o nosso no know how à equipa que está trabalhar com o Pedro [Franca Pinto]”, explica Ágata à NiT.

A VilacomVida contactou a Associação de Paralisia Cerebral de Odemira. Aí foram escolhidas três pessoas, numa fase inicial, para trabalharem na pizzaria. Vão ficar responsáveis pela preparação, finalização e pelo serviço de mesa. Mais tarde, quanto estiverem mais familizaridos com o negócio, passam para o forno de lenha.

As pizzas serão sempre feitas com ingredientes sazonais, daí que as opções podem variar dentro de alguns meses. Neste momento, estão disponíveis seis opções. Tem a pizza margherita (12,50€); a diavola, com linguiça picante (14€); a funghi, com cogumelos (13,50€); a com pesto caseiro e mozzarella (14,50€); a Orverde Craveiral, com acelgas, sultanas e requeijão (16,50€); ou a com queijo vegan e manjericão (14€).

Podem ainda ser acrescentados ovos (2€), cogumelos (2,50€), mozzarella (3,50€), parmesão (3,50€), tomate cereja (3€), rúcula (3€) ou mais linguiça (4€), se preferir. A Craveiral Pizzeria com Vida funciona entre quarta-feira e domingo, aos almoços (entre as 13 e as 15 horas); e aos jantares, entre as 20 e as 23 horas.

Está inserida no Craveiral Farmhouse, um projeto com nove hectares composto por 38 casas separadas em quatro núcleos. Aqui encontra ainda uma quinta pedagógica, quatro piscinas, ginásio e uma pequena loja.

Fonte: nit.pt

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A nova pizzaria do Craveiral que também é um projeto social

Mais que um turismo rural, o Craveiral Farmhouse é um projeto de vida. Não é de estranhar, portanto, que o “motor” do novo restaurante do sítio tenha três jovens adultos que acabam de ser integrados na sociedade. Conheça a história.

Três projetos que aparentemente não se ligariam deram origem, assim, à Craveiral Pizzeria com Vida by In Bocca al Lupo, onde neste momento estão empregados três jovens-adultos que receberão formação específica e ficarão responsáveis pelos trabalhos de preparação, finalização e serviço de mesa do menu de pizzas. Em função do seu desempenho, poderão também no futuro ficar responsáveis pelas manobras do forno a lenha, e a equipa dessa forma ser alargada a mais elementos (em princípio, pelo menos mais três).

Tal como de resto tudo no Craveiral, que não é apenas mais um hotel na costa alentejana. Este é um projeto de vida e para a vida, com uma forte componente humana. Assim, já é possível visitar a novíssima Craveiral Pizzeria com Vida by In Bocca Al Lupo que abriu oficialmente no dia 15 de junho de 2019. Com produção artesanal em forno a lenha, o menu é composto por um total de seis pizzas, cujas receitas foram pensadas pela pizzaria In Bocca Al Lupo e misturam produtos locais e biológicos, ora retirados diretamente da horta do Craveiral, ora quase todos adquiridos em pequenos produtores locais da região. Por cada pizza vendida, €1 é doado à Associação VilacomVida. Imperdíveis? Tão incrível como este projeto, a pizza OrVerde Craveiral, que tem mozzarella, acelgas da horta, sultanas, parmigiano-reggiano, e requeijão da Queijaria do Mira (e que pode ser feita em versão 100% vegan).

Onde? Craveiral Farmhouse – EM 501, Km 4, São Teotónio, Beja, Portugal

Quando? Quarta-feira a domingo, das 13h às 15h e das 20h às 23h Reservas 283 249 170

Fonte: www.maxima.pt

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No Craveiral nasceu uma pizzaria com produtos frescos e que emprega pessoas com défice cognitivo

Três forças uniram-se e criaram um projeto onde há sustentabilidade ambiental, social, pizzas orgânicas e vista para o Alentejo vicentino.

o universo dos significados, o número três parece ser especial. Na numerologia é sinónimo de sensibilidade e expressão. Para os chineses, é o número perfeito, porque junta o céu, a Terra e, como resultado das suas existências, a humanidade. Espiritualmente, tem várias interpretações. É, por exemplo, no cristianismo, o número da Santíssima Trindade, aquela que é composta pelo Pai, Filho e Espírito Santo; é o número dos principais deuses na religião hindu (Brahma, Vishnu e Shiva), bem como na cultura antiga do Egito (Ísis, Osíris e Hórus).

Também para os lados da Costa Alentejana há uma tríade perfeita. O Craveiral Farmhouse, um empreendimento turístico em Odemira, inaugurado em 2018, juntou-se ao In Bocca Al Lupo, o primeiro restaurante italiano biológico de Lisboa, e à Associação VilacomVida, uma instituição particular de solidariedade social e organização não governamental para a pessoa com deficiência com personalidade jurídica, para fazer nascer o projeto que já tinha sido idealizado, mesmo antes da abertura do turismo rural. O Craveiral Pizzeria Com Vida In Bocca Al Lupo passou a estar disponível, oficialmente, a 15 de junho, e é um dos serviços integrados no restaurante desta unidade hoteleira.

Da junção destas três forças distintas, garantem-se várias coisas: um espaço inclusivo, com a melhor das paisagens alentejanas, com lugar para pessoas que dificilmente têm oportunidades no mercado de trabalho (muito por ideias pré-concebidas, porque, a realidade é que são capazes de aprender e de executar tarefas) e ainda pizzas feitas de raiz, em forno de lanha, pintadas com ingredientes sazonais e locais — tão locais que a carta, composta por seis pizzas, colheu os ingredientes da horta do empreendimento turístico, tendo ido buscar os restantes a produtores locais.

“Biológico é bom, mas local é ainda melhor. Então se for da horta, é ouro sobre azul”, diz à MAGG Ágata Mandillo, 36 anos, a cabeça por detrás da carta e a proprietária do restaurante In Bocca Al Lupo, aberto desde 2014 junto da Praça as Flores, em Lisboa. Ficam alguns exemplos das pizzas que resultam da parceria com o Craveiral Farmhouse nas imagens abaixo.

As pessoas também importam. Na pizzaria de Odemira fortalece-se a componente de consciência e sustentabilidade social, com a ligação à Associação VilacomVida, que, fazendo a ponte com a a APCO — Associação de Paralisia Cerebral de Odemira, selecionou uma pessoa para trabalhar neste projeto. Nos planos está o aumento da contratação. Com formação especifica, ficam responsáveis por tarefas de preparação, finalização ou serviço de mesa, no que se refere apenas ao menu de pizzas.

“É a primeira experiência de trabalho dele, é o primeiro contrato de trabalho dele. Tem sido muito gratificante quer para ele, quer para nós”, explica à MAGG Pedro Franco e Pinto, proprietário do Craveiral Farmhouse, referindo-se a João (nome fictício), o novo funcionário do restaurante com défice cognitivo. “Queremo-lo em tarefas que sejam confortáveis para ele e para nós. A ideia é tratá-lo como um colaborador normal. Isso é o que lhe dá mais autonomia e isso é que o vai fazer feliz. Dito isto, temos de encontrar tarefas adaptadas às suas capacidades.”

Que tarefas está ele a executar? “Leva as pizzas à mesa, faz a ponte entre a zona das pizzas e a cozinha. Dá também apoio na reposição de produtos e no balcão. Fora do horário da pizzaria, assegura na limpeza do espaço e na preparação da montagem das mesas.”

Craveiral Pizzeria Com Vida In Bocca Al Lupo

Morada: Craveiral Farmhouse – EM 501, Km 4, São Teotónio, Beja, Portugal

Horário: Quarta-feira a domingo, das 13h às 15h e das 20h às 23h

Fonte: www.magg.pt

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VilacomVida e Makro juntas num projeto de responsabilidade social

Foi celebrado hoje, dia 24 de setembro de 2019 um protocolo entre a VilacomVida e a Makro, no local onde se desenvolve atualmente o primeiro projeto-piloto da associação, o “CafécomVida”.

A Associação VilacomVida – a+ valia na diferença, fundada em dezembro de 2016, é uma IPSS cujo objetivo é promover a inclusão social e a autonomia de jovens com Perturbações Ligeiras do Desenvolvimento Intelectual (nomeadamente trissomia 21, perturbações do espectro do autismo e outros casos que implicam um percurso escolar específico). Este projeto concretiza-se através do CafécomVida, um “café-escola” com uma vida diferente, que funciona ao mesmo tempo como um espaço de formação e de empregabilidade para estes jovens.

O CafécomVida abriu as suas portas em outubro de 2018 na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Santos (Lisboa), e pretende ser um espaço central, de qualidade e moderno, que emprega atualmente uma equipa inclusiva de cinco pessoas e recebe uma média de 80 clientes por dia. Desde o início do projeto, entre o emprego remunerado no café e contratação para serviço de catering em eventos corporativos, já foram alcançados dez jovens com PLDI e impactadas centenas de pessoas que habitualmente não têm oportunidade de se cruzar com esta realidade, ficando assim intimidadas sem razão.

“Queremos ser uma plataforma de formação e emprego que contribua para amortecer o impacto entre a saída da escola e o início de uma vida ativa, e que possa contribuir para a diminuição do número de jovens com potencial de autonomia que depois do 12º ano são encaminhados pelas escolas para centros de atividade ocupacional. Estes jovens, ao ficarem em casa ou afastados da vida em sociedade mais facilmente regridem e arriscam a tornar-se para sempre dependentes da família e do Estado. Tal como as pessoas sem incapacidade, o isolamento diminui a autoestima e cria o medo do futuro”, explica Filipa Pinto Coelho, da VilacomVida.

Sensibilizada pela causa, a Makro associou-se ao projeto, através de um protocolo que tem em vista a doação e instalação de equipamentos para a cozinha industrial do café. É a primeira vez que a Makro se associa desta forma a um projeto de Responsabilidade Social. O contributo através da doação de
equipamento para a cozinha do Café com Vida pretende ser alargado com a divulgação, visitas e formação das equipas, no seu mais recente espaço Makropédia, em Alfragide.

“A Makro tem vindo a apoiar várias causas sociais, mas desta vez decidimo-nos juntar a uma instituição que muito tem feito pelo futuro destes jovens. O que nos motiva a sermos parceiros de um projeto destes é sabermos que estamos a contribuir para uma perceção diferente dos poderes que estas pessoas têm e que podem fazer a diferença num local de trabalho. Se formos mais a apoiar esta transformação, tenho a certeza que num futuro próximo teremos outra realidade mais inclusiva e mais rica no mundo do trabalho” acrescenta Isabel Caeiro, Responsável de Comunicação da Makro.

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CafécomVida em revista na SABER VIVER – Trabalhar a autonomia

O CafécomVida, que forma e emprega jovens com perturbação de desenvolvimento, é um exemplo para futuros empregadores

A edição de dezembro de 2019 da da revista Saber Viver destaca o projeto CafécomVida e a Associação VilacomVida. Deixamos um resumo e queremos agradecer a todos os parceiros, voluntários e famílias o apoio dado neste último ano.

O nosso objetivo era criar um projeto de vida autónoma, pois um dos grandes medos dos pais de crianças e jovens com estes problemas é o que vai ser dos nossos filhos quando não estivermos cá”, explica Filipa Pinto Coelho, presidente da direção da VilacomVida, mãe de Manuel, de 3 anos, que tem síndrome de Down. Primeiro pensaram em encontrar casas para a vida autónoma, mas depressa perceberam que tinham de atuar antes. Estamos a falar de pessoas que, tendo uma perturbação do desenvolvimento intelectual, não são adequados nem aos centros ocupacionais nem ao emprego dito normal, mas têm capacidade para ter uma profissão, mas para isso precisam de formação. E, assim, nasceu, há um ano, o CafécomVida.

Viver com a diferença

É um projeto-piloto inspirado em casos de sucesso europeus, como o Café Domenica, em Brighton, e o Café Joyeux, em Paris.

Atualmente situado na Fundação Portuguesa de Telecomunicações, a cafetaria tem como grande objetivo integrar as pessoas que têm problemas cognitivos na sociedade de uma forma natural, para que esta conviva naturalmente com essa diferença. O ponto de partida é conhecer bem o negócio da restauração para que possam, depois, sugerir estratégias nesta área a possíveis empregadores. A formação que fazem é muito personalizada a cada jovem que por ali passa. A equipa da cafetaria é constituída por seis pessoas, sendo que três têm perturbação de desenvolvimento intelectual e trabalham em regime de part-time

Aprendizagem e empregabilidade

Queremos que as associações que trabalham com estes jovens percebam que somos um braço direito para que possam trabalhar melhor a autonomia. Gostávamos de abrir o próximo café numa escola para intervir ainda mais cedo, junto dos jovens, que, a partir do 10º ano, estão no regime de PIT (Plano Individual de Transição, feito a pensar em quem tem necessidades educativas especiais). A partir de janeiro 2020 vamos alargar o projeto a um conceito de 360º de aprendizagem e empregabilidade, ou seja, na sede de associação serão também lecionadas matemática, português e, no futuro, inglês e informática, para trabalhar outras componentes para além da das competências sociais.

Assim nasce a parceria com a Craveiral Farmhouse

Ainda quando se encontrava em fase de obras, Pedro Franca Pinto, o proprietário, decidiu que iria ter uma pizaria, onde criasse postos de trabalho a jovens adultos da região com perturbação ligeira do desenvolvimento intelectual. Tudo começou numa conversa com Filipa Pinto Coelho que se tornou parceira da iniciativa, tal como In Bocca Al Lupo, a pizaria lisboeta que deu a formação na área das pizas. Um ano depois da abertura do empreendimento turístico, o sonho tornou-se realidade e a “integração do Pedro, que veio da Associação de Paralisia Cerebral de Odemira, na Pizzeria com Vida by In Bocca Al Lupo tem estado a correr muito bem e o Craveiral é um projeto exemplar que fez da integração social uma bandeira desde o início”, sublinha Filipa Pinto Coelho. Por cada piza vendida, 1€ é doado à Associação VilacomVida.

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“Sei que sou diferente mas quero ser útil. Dá-me um trabalho”

Foi pelas mãos da jornalista Marta Gonçalves que revelámos a grande notícia de que a marca de excelência Café Joyeux decidiu escolher Portugal para dar o primeiro passo na sua internacionalização.
O Café Joyeux (www.cafejoyeux.com), cujo fundador é Yann Bucaille Lanrezac, é a primeira família de cafés-restaurantes inclusivos, nascida em França em 2017 para formar e empregar pessoas com défice cognitivo (nomeadamente trissomia 21 e autismo) no coração das cidades, e no centro das nossas vidas.
Hoje é proprietária de 5 espaços de restauração inclusiva (o último dos quais nos Champs Elysées, em Paris), e continuará a crescer, tendo previstas 3 novas aberturas em 2021.
Por ter exatamente a mesma forma de estar (que testámos com o nosso projeto-piloto CafécomVida), e por partilharmos os mesmos valores, fomos convidados a representar a marca no nosso país, tornando-se a VilacomVida a proprietária dos espaços Joyeux em Portugal.
Tudo faremos para sermos sempre merecedores deste voto de confiança, e comprometemo-nos em expandir esta marca pelo nosso país fora. Procuramos espaços centrais, com uma área não inferior a 80m2 para iniciar esta aventura. 
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Café JOYEUX internacionaliza-se pelas mãos da VilacomVida

Foi assinado um acordo de aliança entre a Fundação Émeraude Solidaire e a Associação Vilacomvida, para o desenvolvimento do franchising da marca CAFÉ JOYEUX, os cafés-restaurantes franceses que formam e empregam pessoas com perturbações do desenvolvimento intelectual. A assinatura deste acordo estabelece a exclusividade da representação da marca JOYEUX em Portugal pela Associação VilacomVida. É em Lisboa e Cascais que estão previstas as primeiras aberturas, durante os anos de 2021 e 2022. O objetivo da Associação VilacomVida é a criação de 5 a 7 cafés-restaurantes JOYEUX no território português até 2026, permitindo desta forma o emprego de perto de uma centena de colaboradores Joyeux. Além de Portugal, o CAFÉ JOYEUX tem previstas outras aberturas na Europa nos próximos meses.

Em Portugal, segundo os dados disponíveis*, existem aproximadamente 600.000 pessoas portadoras de deficiência, das quais 200.000 com distúrbios mentais e cognitivos. As empresas privadas, com mais de 10 colaboradores, empregam menos de 0,5% das pessoas com perturbações do desenvolvimento intelectual e a administração pública menos de 2,3%. A maioria destas pessoas não tem acesso ao mercado de trabalho, a taxa de desemprego da população em geral decresceu 18,8% entre 2011-2016, enquanto a população com este perfil viu a mesma taxa aumentar 26,7%, o que representa uma taxa de desemprego duas vezes superior.

Para Filipa Pinto Coelho, Presidente da Associação VilacomVida: « Tendo por base estes números, é para nós um grande orgulho e privilégio, mas também uma grande responsabilidade, o desenvolvimento no nosso território da marca solidária e inclusiva JOYEUX, com a qual temos tanto em comum. A nossa missão é mudar o olhar sobre a incapacidade mental e cognitiva através do encontro e da partilha, propondo uma oferta de qualidade no âmbito da restauração, permitindo desta forma um contacto mais próximo, regular e positivo com a diferença. A assinatura deste acordo é o culminar de um longo e profundo trabalho de conhecimento mútuo entre os dois projetos, o que para a VilacomVida começou com o projeto-piloto CafécomVida”,

O conceito JOYEUX

Em 2017, nasce em Rennes, França, o CAFÉ JOYEUX, primeiro restaurante solidário que tem por objetivo formar e empregar pessoas maioritariamente portadoras de trissomia 21 ou de outro tipo de distúrbios cognitivos como o autismo. Fundado por Yann e Lydwine Bucaille, este conceito solidário e inclusivo tem por missão tornar a diferença visível, potenciar o encontro e propor mais emprego a pessoas que estão afastadas do meio laboral. A « joyeuse »/feliz casa construiu assim um modelo de negócio rentável e quer fazer da diferença uma força. 100% dos lucros resultantes do volume de negócio dos cafés-restaurantes contribuem para o desenvolvimento e abertura de novos locais em França e em breve, também em Portugal.

Segundo a filosofia da marca, os CAFÉS JOYEUX devem ser situados no coração das nossas cidades, em zonas de elevada afluência. A sua carta culinária propõe sempre produtos frescos, da época e são preparados no local por colaboradores Joyeux, privilegiando assim a economia local e circular, a sustentabilidade e o ambiente.

Após uma primeira avaliação, os “colaboradores Joyeux” são recrutados e formados por uma equipa especializada de RH, gestão, cozinha e educadores especializados, Finda a formação, os “colaboradores Joyeux” integram os cafés-restaurantes JOYEUX, com um contrato sem termo. Em função das suas capacidades e sempre acompanhados pelos seus gestores sempre atentos, ocupam várias funções da restauração: acolhimento, caixa, cozinha e serviço de sala. O JOYEUX servido com o coração, permite a cada colaborador JOYEUX ganhar confiança, experiência e de se sentir parte verdadeiramente integrante da empresa.

“A história dos CAFÉS JOYEUX escreve-se a cada dia que passa. Que orgulho para as nossa equipas e para nós próprios, o de ver o nosso conceito desenvolver-se no vosso país. Continuar a nossa missão por um mundo mais inclusivo internacionalmente é, para nós, um sonho, que se vai tornar realidade, graças a vós. Porque não há fronteiras para a inclusão. Obrigado à Filipa e a toda a sua equipa por estes meses de partilha que permitiram a implantação da nossa empresa solidária no vosso território, através da marca JOYEUX. Juntos, mudemos o olhar sobre a diferença e atuemos em prol da inclusão! Bem-vindos à nossa “joyeuse”/feliz família.” Yann et Lydwine Bucaille co-fondateurs do CAFÉ JOYEUX.

Para mais informações sobre o CAFÉ JOYEUX.

Para mais informações sobre a Fundação Émeraude Solidaire clique aqui

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As pessoas com deficiência são importantes para as empresas?

A nossa resposta a esta questão é sim, claro que são!

A integração de pessoas com deficiência nas empresas tem sido estudada enquanto fator que contribui para a melhoria do clima organizacional, quer do ponto de vista dos (outros) colaboradores, quer do ponto de vista da própria empresa.

A convivência com pessoas com deficiência em contexto de trabalho pode contribuir para aumentar os níveis de compreensão entre os colaboradores e, num sentido mais lato, proporcionar aprendizagens pessoais ou até mesmo, lições de vida – estar atento aos outros, a capacidade de superação e o respeito pelas diferenças.

O Clima Organizacional (CO) é um dos aspetos valorizados pelas empresas e organizações, não só porque um CO saudável está ligado à existência de um bom ambiente de trabalho e à motivação dos colaboradores, mas também a um alto nível de produtividade.

Acreditamos que a diversidade nas empresas, conseguida através da integração de pessoas com deficiência nas suas equipas, as tornará mais humanas, centradas na capacidade de resolver e ultrapassar problemas bem como reforçará o espírito de equipa e de entreajuda.

Fique a saber mais sobre os enormes ganhos da integração de pessoas com deficiência para as empresas.

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Balanço da primeira fase projeto CookiescomVida, as bolachas super-poderosas!

O projeto “CookiescomVida” nasceu de uma ideia de, em cenário de pandemia, envolver os jovens que acompanhávamos para que não regredissem na sua aprendizagem por estarem parados em casa no confinamento de Março de 2020. Assim, potenciamos a sua capacitação, por um lado, e, por outro, a sua motivação, através de uma atividade que estimula a revelação dos seus talentos.

O projeto foi candidato ao Prémio BPI “La Caixa” Capacitar 2020, uma iniciativa do Banco BPI e da Fundação “La Caixa” – para o qual foram recebidas 129 candidaturas de instituições sem fins lucrativos – e foi, com muito orgulho, que soubemos estar entre os 28 premiados.

Nesta primeira fase e com o apoio do Prémio BPI Capacitar 2020 foi possível envolver 5 jovens com desafios intelectuais de desenvolvimento e outros tantos voluntários no processo de produção destas bolachas superpoderosas. Uma tutora na área da restauração e uma técnica superior foram afetas ao projeto, que contou com uma intervenção de 150 horas. Assim, e entre os meses de dezembro de 2020 e abril 2021, esta equipa já produziu cerca de 400 pacotes de bolachas, angariou 1.400€ para a nossa missão e revelou muitos talentos!

Trabalhámos em vários espaços:  Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva, Café JLL, o Centro de Gerações Autónomas e n’O Frasco. Nem os constrangimentos causados pela pandemia nos pararam e durante o confinamento mudámo-nos para o online, com o Plano #LockdowncomVida. Realizámos encontros individuais e em grupo para refletir, conversar e dar continuidade ao desenvolvimento da aprendizagem na área da restauração.

Se no início do programa os jovens revelavam algumas dificuldades no trabalho em equipa, na utilização dos equipamentos na cozinha e em conseguir executar as tarefas com maior autonomia, com uma intervenção feita à medida e com a implementação de estratégias específicas, desenvolveram um trabalho mais autónomo em diferentes áreas.

Os jovens já sabem fardar-se, usar equipamentos de proteção individual (máscara, luvas, touca…), selecionar os utensílios específicos para cada etapa de produção e, com a mão na massa, aprenderam as técnicas para misturar os ingredientes, fazer o corte, a cozedura e o embalamento das cookies. Estas conquistas foram possíveis, devido a um trabalho onde as diferenças e as dificuldades eram vistas pela perspetiva da mais-valia.

Ao longo do projeto, muitos talentos foram revelados, como a proatividade da Lurdes, a perseverança da Carmo, o rigor no trabalho da Sofia, o envolvimento do André e a responsabilidade do David. A Carmo já pode dizer “eu já sei fazer sozinha” com alegria por conseguir fazer algumas tarefas de forma autónoma. A Lurdes disse que “gosta de trabalhar com todos e que acha importante ajudar os colegas”.

Mais do que competências técnicas na área da restauração, os jovens puderam fortalecer também as relações interpessoais, a partir do trabalho em equipa, a gestão de tarefas e a autoavaliação.

Realmente, as bolachas são cheias de vida, sabores e muitos poderes… e você, quer ajudar-nos a descobrir mais talentos?

Faça a sua encomenda e contribua para esta causa!

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